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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Carro da Força Nacional é atacado a tiros

Rio - Um carro da Força Nacional de Segurança foi atacado a tiros na Vila do João, no Complexo do Maré, na Zona Norte, na tarde desta quarta-feira. A equipe tentava entrar na Linha Amarela em direção ao Parque Olímpico, mas entrou na comunidade por engano.

 Em áudio obtido pela mag-ffv, um agente, que depois chegou a sair do veículo, contou que eles estavam em direção ao Centro do Rio no momento em que foi abordada por homens armados no local.

De acordo com os militares, três pessoas ficaram feridas no momento do ataque. Militares do Exército e um taxista auxiliaram no socorro das vítimas. O caso mais grave foi com o soldado Helio Andrade, baleado na cabeça e passará por uma cirurgia no Hospital Municipal Salgado Filho, também na Zona Norte. Além disso, ele também precisou de uma transfusão de sangue.



O capitão Allen Marcos Rodrigues Ferreira, do Acre, foi atingido por estilhaços no rosto, levado ao Hospital Municipal Evandro Freire, na Ilha do Governador, na Zona Norte, mas já foi liberado. A dupla estava ainda acompanhada do soldado Rafael Pereira, do Piauí, que não se feriu, mas ficou em estado de choque e está em observação.



O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, foi ao hospital onde Helio está internado, e lamentou o ocorrido. Ele disse que a Força Nacional já está com as investigações estão em andamento para identificar os suspeitos de atirar no carro. "Para que possamos avaliar os fatos que levaram a isso e para que possamos dar respostas", acrescentou.

A viatura foi localizada por policiais do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE). A Delegacia de Homicídios da Capital (DH) foi acionada para o local e ainda investiga o caso.
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

'Pensei que não sairia vivo' diz passageiro que ficou no meio de tiroteio



Rio - Marido da passageira Leida Maria, uma das feridas por estilhaço dentro do ônibus durante troca de tiros entre milicianos e traficantes em Piedade, Zona Norte do Rio, o aposentado Carlos Alberto da Silva Reis, 72 anos, contou que o confronto foi rápido e que só deu tempo de jogar a esposa no chão.

“Atiraram muito e com armas grandes. Parecia fuzil ou uma escopeta. Abracei minha esposa e ela sangrava muito no braço direito. Ainda machuquei minha mão no ônibus. Pensei que não iria escapar vivo daquele lugar. A sorte é que o ônibus estava vazio”, lembrou o aposentado.

Na última sexta-feira, o vigilante José Carlos Bueno dos Santos, de 51 anos, morreu ao ser baleado na cabeça, dentro de um ônibus, na Avenida Brasil. Ele teria sido atingido por traficantes da Vila do João, no Complexo da Maré. Segundo testemunhas, a agentes da Delegacia de Homicídios (DH), o ônibus da linha 483 (Penha x Copacabana),,passava na altura da passarela seis da via quando começou o tiroteio entre bandidos.
Vítimas foram socorridas no Hospital Salgado Filho, no Méier. Ônibus foi alvejado com mais de 10 tiros

Uma disputa de território entre milicianos e traficantes do Morro do Dezoito, na Zona Norte, deixou três inocentes feridos dentro de um ônibus, em Piedade, na manhã de ontem. O motorista e a cobradora estão entre os atingidos por estilhaços. Durante o tiroteio outras duas pessoas foram baleadas — a polícia investiga se uma delas estava envolvida no crime.


O confronto aconteceu nas esquinas das ruas Clarimundo de Melo e Assis Carneiro. Testemunhas contaram que milicianos em um carro, recolhiam pagamentos de comerciantes da região quando encontraram com pelo menos quatro traficantes em duas motos, que saíam do Morro do Dezoito. Houve correria pelas ruas. Um homem baleado teria se escondido dentro de um bar, após ser atingido.
Todos os feridos foram socorridos e levados para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier. Policiais da 24ª DP (Piedade) investigam o caso. Segundo agentes, foram apreendidos no local um revólver calibre 357 e uma granada.


Dois ônibus foram alvejados com os tiros. Um deles estava com mais de dez perfurações nos vidros e na lataria. A maioria dos disparos foi em direção ao motorista. Jordan Adrian da Silva, de 21 anos, foi atingido no pé, enquanto Nilton José Júnior, 56, levou um tiro no pescoço. O estado de saúde de ambos é estável.
Leida Maria de Castilho Reis, 70, foi ferida por estilhaços. Victor de Oliveira Gomes, motorista do ônibus da Linha 607 que liga Cascadura ao Estácio, sofreu ferimentos na mão e no braço. Já a cobradora Andrea Claudino de Souza se machucou no pescoço, mas passa bem.

A Polícia Civil informou ainda que aguarda a alta médica das vítimas para que possam ser ouvidas. Policiais tentam identificar os autores do crime. Na semana passada, um passageiro foi baleado e morreu num ônibus na Avenida Brasil.
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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Chefão do tráfico preso no Paraguai mantinha três namoradas: ‘Eu estava tranquilão’



Condenado a 73 anos de prisão e foragido desde fevereiro do ano passado, quando aproveitou o regime semiaberto para fugir, José Benemário de Araújo, de 51 anos, levava vida confortável no Paraguai. Precavido, mudou de endereço três vezes nos últimos meses e frequentava várias academias diferentes, sem repeti-las por dois dias. Além disso, jamais falava ao telefone. “Se tiver escuta minha, mudo de nome”, chegou a dizer a agentes da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) após ser preso, na segunda-feira, em Ciudad del Este, na fronteira com o Brasil. O chefão do tráfico em comunidades como Manguinhos, Mandela e Rola acabaria traído por um ponto fraco: o gosto por mulheres mais novas.

Segundo a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad), que deu suporte à operação da Polícia Civil, Benemário visitava ao menos três vezes por semana as três companheiras que mantinha no país vizinho, todas com idades entre 20 e 30 anos. Detido em frente a um consultório dentário, o traficante pretendia visitar uma das amigas horas mais tarde.


Benemário também recebia com frequência a mulher, os filhos e os netos. Aos policiais, contou que atravessou a fronteira há um ano, após período na Favela do Rola, em Santa Cruz. Perguntado sobre o ataque à UPP de Manguinhos que teria ordenado, em março deste ano, negou e resumiu:

— Eu estava tranquilão no Paraguai.

A última casa em que morou fica num bairro nobre. Tem dois andares, quatro suítes e aluguel de 1.500 dólares (quase R$ 3.500), ainda de acordo com a Senad. A ausência de carros na garagem tem explicação: Benemário não dirige, e preferia táxis ou até bicicleta. Com o plano de instalar-se de vez no Paraguai, já havia iniciado a busca por terrenos. Em vez disso, voltou para a prisão.
                    


Tornozeleira

Tanto a fuga de Benemário, quando rompeu a tornozeleira eletrônica após passar 22 anos preso, quanto o retorno ao crime no Rio, seis meses mais tarde, foram noticiados em primeira mão pelo EXTRA. Ele tem condenações por crimes como homicídio, sequestro, roubo, tráfico e formação de quadrilha.

Transferência

O chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, informou que já definiu com a Secretaria de Segurança o pedido para que o traficante seja novamente transferido para um presídio federal fora do estado. Por enquanto, Benemário ficará em Bangu.

Sem tiros

Dois agentes e um delegado da Dcod passaram 20 dias no Paraguai, onde tiveram o auxílio da Senad. Nenhum tiro foi disparado na prisão
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sexta-feira, 21 de março de 2014

UPPs estão em alerta máximo após ataques simultâneos em comunidades

Após os ataques simultâneos nas UPPs de Manguinhos e Camarista Méier na noite desta quinta-feira, a cúpula da Segurança Pública definiu algumas medidas para evitar novos ataques da principal facção criminosa do Rio. As folgas na Polícia Militar foram suspensas. PMs dos batalhões de Choque e de Operações Policiais Especiais (Bope) e policiais civis, inclusive os da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), tropa de elite da corporação, estão de prontidão.

Além disso, o Bope reforçou o policiamento no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte, comunidade que também possui uma UPP. Setores de inteligência detectaram uma ameça de invasão da fação rival à comunidade. As 37 UPPs estão em alerta máximo.


Complexo de Manguinhos tem cenário de destruição, crianças sem aula e comércio fechado após ataque que destruiu base de UPP

Cabral reafirmou que os ataques às UPPs são um indicativo evidente do crime organizadotentando enfraquecer a política do plano de retomada dos territórios dominados por décadas pelotráfico de drogas. Ele reiterou que o estado não vai desistir do projeto de pacificação e que nada impedirá que o governo do Rio solicite ajuda das forças federais. "Não vamos recuar, nem retroceder. E vamos avançar com as forças federais", decretou.

O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, reiterou o alerta. "Estamos todos em protidão, com folgas diminuídas, ocupando espaços na cidade para evitar que haja qualquer tipo de ameaça ao cidadão carioca. Estamos com força total nas ruas do Rio de Janeiro."

Cabral está em Brasilia para pedir a Dilma apoio de tropas federais

O governador do Rio, Sérgio Cabral, está reunido com a presidenta Dilma Rousseff, nesta sexta-feira, para pedir o apoio de tropas federais no estado com o objetivo de reforçar a segurança dos moradores e combater futuros ataques à Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs), como os ocorridos em duas comunidades na noite desta quinta-feira.
O governador Sérgio Cabral esteve reunido com a cúpula da segurança do estadoFoto: Divulgação

Vamos solicitar a presidenta o apoio das forças nacionais. Não sei que tropas, como, por quanto tempo, elas atuarão. Seria uma indelicadeza apresentar isso para vocês antes da presidenta ser a primeira a saber", alegou Cabral aos jornalistas, no início da madrugada, após a reunião com o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame; o chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, e o comandante-geral da PM, coronel José Luís Castro Menezes. Eles também estão participando do encontro em Brasília. Beltrame confirmou que as ações criminosas foram orquestradas por uma facção criminosa, com o objetivo de desmoralizar a política de segurança pública do Rio.

Quase quatro mil alunos sem aula

O policiamento segue reforçado e o clima tenso na Favela do Mandela, no Complexo de Manguinhos, na manhã desta sexta-feira. Parte da comunidade segue sem luz por conta do incêndio que atingiu dois contêineres da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na noite de quinta-feira. Eles já foram retirados por caminhões da Polícia Militar e de acordo com a Secretaria de Segurança, devem ser substituídos ainda nesta sexta. Uma força-tarefa com equipes da Light e Comlurb também estão no local.

A Secretaria Municipal de Educação informou que quatro escolas, duas creches e um Espaço de Desenvolvimento Infantil (EDI) estão fechadas na região de Manguinhos, fazendo com que 3.993 alunos estejam sem aulas por conta de violência. Parte do comércio local também estão com as portas fechadas.
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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Bope prende 10 suspeitos durante operação na Praça Seca



Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Batalhão de Ações com Cães e do Grupamento Aeromarítimo realizaram uma operação nesta segunda-feira nos morros da Covanca, São José Operário e Fubá, na Praça Seca, na Zona Oeste. A ação teve início por volta das 5h e 10 pessoas foram detidas.

Na área de mata os policiais apreenderam drogas, um fuzil Sig Sauer e três carregadores de AK-47. A ocorrência está sendo registrada na 28ªDP (Campinho).


Material apreendido pelo Bope na Zona Oeste Foto: Reprodução
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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Polícia Civil tenta cumprir 11 mandados de prisão no Morro do Dezoito

Agentes da Polinter, com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Divisão de Homicídios (DH) e outras delegacias especializadas, realizam desde às 5h desta sexta-feira, uma operação para cumprir 11 mandados de prisão e nove de busca e apreensão no Morro do Dezoito, em Água Santa, na Zona Norte. O objetivo é prender traficantes da facção criminosa que em outubro tentaram resgatar do Fórum de Bangu, na Zona Oeste, Alexandre Bandeira de Melo, o Piolho, chefe do tráfico de drogas na comunidade, preso em abril de 2012.

Na chegada ao morro, policiais da Core foram recebidos a tiros pelos traficantes. Do alto da mata, os marginais tentavam impedir a progressão dos agentes na comunidade. Durante cerca de três minutos, eles tiveram que se abrigar nos acessos. Os policias, porém, conseguiram avançar. Uma equipe da DH, sob o comando o delegado titular Rivaldo Barbosa, também conseguiu vasculhar uma localidade habitada próxima a mata. Nada foi encontrado.
               Policiais trocaram tiros com traficantes no Morro do Dezoito

Agentes da Polinter também estiveram em um condomínio de luxo no Pontal, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste. No local reside a namorada de Jean Carlos do Nascimento, apontado pela polícia como braço direito de Piolho. Os investigadores tinham interceptado uma ligação entre os dois e descobriram o endereço do imóvel. Segundo testemunhas, ninguém aparece no local a cerca de dez dias. Ele não foi encontrado.

O Morro do 18 se tornou um dos refúgios da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) após a ocupação pelas forças de segurança da Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul; do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, e do Complexo de São Carlos, no Estácio, ambos na Zona Norte.

Policiais buscam cumprir 11 mandados de prisão contra envolvidos a invasão ao fórum de Bangu, em outubro

A invasão do Fórum de Bangu terminou com as mortes do menino Kayo da Silva, de oito anos, atingido por uma bala perdida, e do sargento da PM Alexandre Oliveira, 40. Vinte e quatro criminosos seriam julgados em audiência, mas o objetivo da quadrilha era era resgatar Piolho.

A polícia não confirmou oficialmente, mas um dos mandados de prisão da ação desta sexta-feira seria contra o traficante Leandro Nunes Botelho, o Scooby, apontado como o comandante da ação criminosa em Bangu. Ele era o chefe do tráfico de drogas no Morro dos Macacos antes da ocupação da comunidade pela polícia.


           Policiais foram recebidos a tiros durante operação no Morro do Dezoito
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domingo, 15 de dezembro de 2013

Policiais da UPP São Carlos prendem duas mulheres por tráfico de drogas

                    
Policiais da UPP São Carlos prenderam neste sábado duas mulheres por tráfico de drogas. A dupla identificada como Érica Brígida, 27 anos, e Raquel Pio Resgate, 19, foi presa em flagrante após denúncia de moradores.

Elas carregavam bolsas quando foram abordadas pelos policiais na esquina da Rua Frei Caneca com Mário de Lacerda, no Estácio. Nas bolsas, dentro de sacos plásticos, os agentes apreenderam 2.085 papelotes de cocaína. Érica e Raquel disseram que transportavam a ‘carga’ de Água Santa para o Morro São Carlos.
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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Foragido por golpes milionários contra bancos é preso na Região dos Lagos

                                         
Artur Brugnago Júnior, o Júnior, estava em uma casa no bairro Boqueirão, em Saquarema 

Policiais da 54ª DP (Belford Roxo) prenderam, na manhã desta terça-feira, um homem suspeito de integrar uma quadrilha especializada em golpes milionários a bancos de diversos estados. Artur Brugnago Júnior, o Júnior, estava em uma casa no bairro Boqueirão, em Saquarema, na Região dos Lagos, no interior do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, ele era o último foragido da Operação Big Bang, que prendeu 15 pessoas, em quatro estados, no último dia 11.

Na ocasião, Júnior não foi encontrado em sua casa, na cidade de Corbélia, no Paraná. Com o acusado, foi apreendido um caminhão que teria sido adquirido a partir dos golpes aplicados pelo grupo contra instituições financeiras. O proprietário da residência em que o suspeito permaneceu escondido em Saquarema, Genival Monteiro de Oliveira, também foi preso em flagrante pelo crime de favorecimento pessoal.

De acordo com o delegado Felipe Curi, titular da 54ª DP, Júnior era o braço direito do chefe do bando, Rogério Manso Moreira, ex-candidato a vereador e a deputado federal preso no dia 11. Ele seria a pessoa responsável pela logística de locação dos caminhões obtidos através de empréstimos e financiamento fraudulentos, alugando-os a empresas contratantes que não sabiam da origem dos veículos.

        
Os caminhões que participavam do golpe Foto: Divulgação / Polícia Militar




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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Polícia prende mais quatro envolvidos no tiroteio em frente ao Fórum de Bangu

A polícia cumpriu, na madrugada desta quarta-feira, mais quatro dos 11 mandados de prisões expedidos na noite de terça. Dos quatro detidos, dois são advogados. Eles teriam atuado no planejamento de resgate dos detidos que prestavam depoimento no Fórum de Bangu. Os envolvidos serão enquadrados pela morte do PM e do menino Kayo da Silva Costa, de 8 anos.

Os traficantes conhecidos como Piolho, Chocolate e Dalas, que já estavam presos, completam os sete mandados cumpridos. As vítimas morreram em decorrência da troca de tiros entre bandidos e traficantes em frente ao fórum, em outubro.
               Amigos choram a morte do menino Kayo da Silva Costa, de 8 anos

Quatro homens ainda continuam foragidos. Segundo os PMs, Vanilson Venâncio Gomes, o Tida, e Marcos Vinicius Castro Ferreira, o Só Canela, fugiram de suas residências, em Anchieta, na Zona Norte, no momento em que a polícia chegou para cumprir os mandados. Jean Carlos Nascimento dos Santos, o Di Menor, também está foragido e seria cria do Morro do 18, na Água Santa, na Zona Norte. O quarto foragido não teve seu nome divulgado. Segundo o delegado da Divisão de Homicídios, Rivaldo Barbosa, todos possuem envolvimento com tráfico. Os presos também serão enquadrados nos crimes de tentativa de homicídio e facilitação de fuga.

A advogada presa é mulher do traficante Tida e estava presente no Fórum no dia do ocorrido. O outro advogado também estava no local. Segundo PMs, 20 minutos antes de ocorrer a tentativa de resgate, os dois saíram do Fórum e foram para um shopping center próximo ao local.

Segundo o delegado da Divisão de Homicídios, Rivaldo Barbosa, "a investigação foi conduzida em duas partes. A primeira foi o planejamento da ação criminosa e a segunda foi a identificação dos executores". Barbosa também acrescentou que a investigação ainda terá um longo caminho pela frente e que haverá novas prisões e novos mandados a serem expedidos.

O tiroteio

O tiroteio começou quando um grupo de cerca de 10 criminosos tentou resgatar dois presos que participavam de audiência na 1ª Vara Criminal de Bangu. De acordo com as investigações, conforme O DIA publicou com exclusividade, os bandidos também queriam matar o juiz Alexandre Abrahão.

Imagens de câmeras de segurança do local mostraram quando três homens fortemente armados entraram no fórum e procuraram a carceragem para libertar o traficante Alexandre Bandeira de Melo, o Piolho, e Vanderlan Ramos da Silva, o Chocolate. Os demais bandidos davam cobertura em ruas próximas. Segundo a polícia, a ordem para o ataque seria de Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém. Na segunda-feira, a Vara de Execuções Penais (VEP) do Rio decidiu transferir Piolho e Chocolate para presídios federais fora do Rio. O juiz Abrahão deixou o Fórum de Bangu.
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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Tensão e medo na rota de fuga do tráfico na Maré

‘Sempre convivemos com tiroteios, mas agora a coisa está piorando. Tem mais bandidos e tiros que o habitual. Estamos cada vez mais reféns do medo da violência”. O relato da auxiliar de escritório A., 35 anos, resume o que tem ocorrido nos últimos meses no Morro da Serrinha, em Madureira. A favela, que fica no coração da Zona Norte, é uma das rotas de fuga de traficantes da facção Terceiro Comando Puro (TCP), que já articulam parcerias para quando a polícia derrubar, definitivamente, seu último grande reduto: o Complexo da Maré.

Com a proximidade da ocupação do conjunto de 15 favelas para a implantação de Unidades de Polícia Pacificadora, parte do bando vai se abrigar na comunidade de Madureira, onde estão sendo feitas as reuniões da facção. Por conta da presença de mais criminosos, os confrontos aumentaram — com policiais e bandidos de quadrilhas rivais.
Com a presença de mais criminosos, confrontos entre policiais e bandidos de quadrilhas rivais aumentaram principalmente na Serrinha

Consequentemente, o poderio bélico da Serrinha aumentou: levantamento da polícia aponta que a quadrilha está com 150 fuzis para pronto emprego. “Há um clima permanente de tensão no ar e as pessoas, com medo, se trancam em suas casas e evitam sair depois de um certo horário”, revela a moradora, ressaltando que o medo também atinge quem mora nos bairros vizinhos.

Ainda de acordo com monitoramento da polícia, a articulação para a fuga abrange ainda outras comunidades: a Carobinha, em Campo Grande, e o Morro do Dendê, na Ilha do Governador, também serão destinos de parte da quadrilha do TCP da Maré.
              PM aperta o cerco para evitar fuga de traficantes do TCP para a região

No entanto, para o chefão do bando, está decidido que seu esconderijo será um dos territórios mais bem protegidos da facção. A Favela da Coreia, em Senador Camará, é para onde Marcelo Santos das Dores, o Menor P., pretende fugir antes de a polícia ocupar o complexo. O criminoso é procurado por extensa ficha criminal, que vai do tráfico a vários homicídios.

                                                   Menor P. implanta o terror na área
                                           
                                      Menor P.: violento e torturadorFoto: Reprodução

Considerado violento e com perfil de torturar suas vítimas e rivais — física e psicologicamente , o traficante Menor P. já espalha o terror pelos bairros das zonas Norte e Oeste, vizinhos às comunidades aliadas ao TCP. Todos têm medo de denunciá-lo e ele faz questão de impôr a sua ‘lei’ pelo terror. A presença do bandido e seu ‘séquito’ em andanças por essas comunidades já é o suficiente para os moradores saberem o que pode acontecer.

“Eles andam com muitas armas pesadas, vestidos de preto, ameaçando mesmo”, contou um morador da Coreia, que presenciou visita do grupo. Na Carobinha, que voltou a enfrentar intensos confrontos de criminosos rivais, a PM faz operação há um mês.

                                    Arsenal para revidar uma invasão


Prova de que as quadrilhas do TCP se preparam para receber aliados foi a operação semana passada do Batalhão de Operações Especiais (Bope) no Morro do Dendê, na Ilha. Foram apreendidas metralhadores antiaéreas, munição e 300 quilos de maconha.

Segundo a polícia, a grande quantidade de armas armazenadas pelos criminosos é para revidar tentativas de invasões de rivais, já que as quatro comunidades são os últimos grandes redutos da facção.
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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Três suspeitos foram detidos. Confronto entre traficantes rivais assustou moradores da comunidade nesta quarta-feira à noite

Policiais da 15ª DP (Gávea) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) realizam operação nesta quinta-feira na Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul. Segundo o delegado Antônio Ricardo Nunes, o objetivo da incursão é prender líderes do tráfico de drogas que ainda atuam na comunidade. "Estamos realizando operações pontuais para prender esses criminosos o mais rápido possível", afirmou.
                                Policiais buscam traficantes na Rocinha

Dois irmãos do traficantes Luiz Carlos Jesus da Silva, o Djalma, foram detidos nesta manhã. Um homem que atuaria como segurança do bandido também foi capturado. Segundo a polícia, Djalma disputa a venda de drogas na Rocinha com John Wallace da Silva Viana, o Johnny.

Houve confronto entre criminosos das facções rivais nesta quarta-feira à noite. A troca de tiros assustou moradores. A Rocinha conta com uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) desde setembro de 2012.
                                             Três suspeitos foram detidos

De acordo com o delegado Antônio Ricardo, a operação desta quinta foi realizada com base em informações repassadas pelo serviço de inteligência, Disque-Denúncia (2253-1177), Core e UPP.

                                             Rocinha terá delegacia exclusiva

A Favela da Rocinha vai ganhar uma delegacia exclusiva para atender as ocorrências da comunidade. A unidade faz parte de um projeto da Polícia Civil de implantar delegacias em áreas com Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). O Complexo do Alemão também vai ganhar uma unidade. A da Rocinha, primeira a funcionar dentro de uma favela, deverá começar a atender o público em dezembro ou, no máximo, janeiro.

As unidades serão construídas nos moldes da delegacias legais e cada uma terá 40 policiais, sendo dois delegados. A chefe de Polícia Civil, delegada Martha Rocha, negou que os últimos confrontos na favela sejam o motivo de eleger a Rocinha para abrigar a delegacia.

Segundo ela, a facilidade de já haver local praticamente pronto para abrigá-la foi definitivo na escolha. A delegacia ficará no imóvel onde está o Centro de Educação à Distância do Estado do Rio, ao lado do Complexo Esportivo da favela, que será transferido para o Ciep ao lado.
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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Público investiga se corpo do pedreiro foi levado por carros da tropa de elite..

O Ministério Público (MP) investiga se o corpo do pedreiro Amarildo de Souza, de 47 anos, torturado e morto na Rocinha, dia 14 de julho, foi retirado da comunidade por viaturas do Batalhão de Operações Especiais (Bope), tropa de elite da Polícia Militar. Quatro veículos da unidade foram submetidos ao exame do luminol — substância que identifica vestígios de sangue — por peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), há duas semanas.


Pelo menos 20 homens do batalhão foram convocados no dia da morte de Amarildo para ir à Rocinha sob a alegação de que a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) estaria ameaçada de ataque. O pedido, feito pelo major Edson Santos, então comandante da UPP, foi comunicado ao coronel Erir Costa Filho, à época comandante da PM.

Policiais fizeram a reconstituição do dia do desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo na Rocinha

O major e outros 12 policiais estão presos, acusados de envolvimento no crime. Ao todo 25 PMs, lotados na UPP da Rocinha, foram denunciados à Justiça pelos crimes de tortura seguida de morte, por ação direta ou omissão, ocultação de cadáver e fraude processual. Embora houvesse a informação de que a UPP da Rocinha seria invadida, Santos determinou que todos os policiais que trabalhavam na administração fossem embora. Do grupo, 11 policiais ficaram presos no contêiner P-5 durante as sessões de tortura contra Amarildo.


De acordo com o depoimento da testemunha-bomba — soldado que serviu na unidade e ajudou nas investigações —, por volta das 21h20, a tropa do administrativo recebeu ordem para sair da comunidade o mais rápido possível: “Quem não tinha veículo deveria ir a pé e descer pela Estrada da Gávea”.
                           
              Entre os indiciados está o ex-comandante da UPP, Edson Santos

Para fechar o cerco à possibilidade de envolvimento de homens do Bope na morte de Amarildo, o Ministério Público, que atua junto à Auditoria de Justiça Militar, pediu ainda o mapeamento do GPS das quatro viaturas. Porém apenas duas tinham o localizador instalado. As informações sobre o equipamento e o resultado do exame com o luminol devem ser enviados ao MP até o início do mês que vem.


As viaturas do Bope foram identificadas em investigação da 8ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM). No órgão há Inquérito Policial Militar que apura os crimes de corrupção ativa e coação de testemunha. É que durante as investigações sobre o caso Amarildo, o major Edson teria pago aluguel para uma mulher fora da Rocinha.

Em troca, ela prestou depoimento no qual acusava o tráfico de drogas de ter sido o responsável pela morte do pedreiro. Três testemunhas estão fora do Rio sob proteção.

Comandante de UPP era da tropa

Caveira do Bope, o major Edson Santos tinha relações estreitas com o batalhão. Ao ser afastado da UPP da Rocinha em função da investigação sobre o caso Amarildo, inclusive, o oficial foi lotado novamente na unidade. De acordo com relatos de testemunhas, na Rocinha, o major implantou a política do terror para conseguir informações sobre envolvidos com o tráfico de drogas. Outros casos de tortura estão sendo investigados pelo Ministério Público.


Amarildo foi detido porque teria a ‘chave do paiol do tráfico’. Mas, durante as agressões, ele teria repetido não saber de nada. O corpo do pedreiro foi envolvido em uma capa de moto e embalado com fita crepe.

Mesa com sangue no caminhão de lixo

Não está descartada a hipótese de mais um PM ser denunciado por fraude processual. O policial que trabalhou durante a operação Paz Armada, como agente infiltrado no tráfico, garantiu que havia sido ameaçado por Thiago da Silva Mendes, o Catatau. Durante trabalho de peritos do Ministério Público, porém, foi constatado que a voz não era do criminoso.


“Na instrução criminal, os depoimentos serão prestados novamente. Portanto não está descartada nova denúncia”, explicou a promotora Carmem Eliza Bastos, do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público. O depoimento mais importante é o de um PM. Nele, o policial relatou que foi chamado até de ‘frouxo’ pelos responsáveis pela tortura contra Amarildo, quando pediu para que as agressões parassem.


No relato, contou que a o soldado Dejan Marcos de Andrade ficou na escadaria da Dionéia para impedir que moradores passassem próximo a um pequeno galpão, ao lado da sede da UPP, onde Amarildo era torturado. O militar contou que jogou uma mesa branca suja de sangue do pedreiro em caminhão da Comlurb.
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terça-feira, 22 de outubro de 2013

A ousadia de traficantes "Adoro essa vida"

A ousadia de traficantes. Imagens de fuzis e maços de dinheiro são publicadas sem qualquer preocupação ou cerimônia. Usuários da rede social mostram o rosto, fazem apologia ao crime organizado e desafiam a polícia. Armado de fuzil, um dos criminosos pede proteção divina para começar começar bem a semana: "Me preparando para mais uma semana. Que Deus proteja o bloco", afirmou o homem identificado como Brotox do Rodo, às 4h da madrugada desta segunda-feira. "Adoro essa vida", completou. 

                          Traficante entra na piscina com fuzis e posta foto em rede social
Em mais um sinal de ousadia, o traficante descreve seu passo a passo: "No meu primeiro dia no Morro do Chapadão (Zona Norte do Rio), já enfrentei operação da PM. Mas deu tudo certo", comemora. A pedido da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), o perfil de Brotox foi bloqueado pelo Facebook na tarde desta segunda-feira. A polícia vai tentar rastrear a rede social para chegar até o bandido.

                                     Luto pela morte de chefe do tráfico

O homem conhecido como Barata do Rodo usa o Facebook para mostrar armamento de guerra. Em uma foto, ele aparece na piscina com nove fuzis. No dia 30 de setembro, lamentou a morte de Maicon dos Santos Souza, conhecido como "Gaguinho". "Saudade eterna. Nem to acreditando que você se foi", afirmou. Apontado pela polícia como um dos chefes da maior facção do Rio de Janeiro, o traficante foi baleado em confronto com PMs no Complexo da Coruja, em Neves, São Gonçalo.

Em nota, a Polícia Civil informou que agentes da DRCI "realizam constantes rondas virtuais em sites da internet para monitorar e coibir a prática de crimes na web". O delegado Gilson Perdigão pediu ao Facebook todos os dados para seguir com a investigação.





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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Ainda de acordo com testemunhas da morte, policiais teriam apagado a luz de poste para movimentação não ser percebida

Apagar a luz de um poste e retirar o corpo de Amarildo de Souza, de 47 anos, pelo telhado de um pequeno galpão que servia como oficina mecânica atrás da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha. Segundo depoimentos de PMs testemunhas do caso, essas foram algumas das providências tomadas por colegas de fardas acusados da tortura e morte do ajudante de pedreiro, na noite de 14 de julho, para não chamar a atenção de moradores.

Ainda segundo os relatos, o corpo da vítima foi enrolado com a capa preta de uma moto e levado para mata do Parque Ecológico da Favela da Rocinha. Dez PMs, entre eles o major Edson Santos, ex-comandante da UPP, estão presos, e pelo menos outros 16 militares são investigados.
Perito busca vestígios no portão preto que dá acesso ao local do crime

Para ‘desfazer’ o local do crime, policiais encheram o espaço de cadeiras e mesas, e ainda colocaram uma porta, fechada com cadeado para evitar o acesso. O lugar passou a ser chamado de depósito. Acusados também teriam jogado óleo para encobrir marcas de sangue em mesa branca, num balde e no chão.


A estratégia, por um tempo, deu certo. Agentes da Divisão de Homicídios (DH) que foram à Rocinha várias vezes, inclusive os responsáveis por duas reproduções simuladas, não suspeitaram do depósito e só fizeram perícia segunda-feira, após outros PMs colaborarem com a apuração.

MP quer major me Bangu 8


Ao Ministério Público (MP) e à 8ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), policiais da UPP revelaram que, após a morte de Amarildo — submetido a choques, asfixia com saco na cabeça e socos —, o major Edson fez reunião com o grupo e orientou que todos prestassem informações à Polícia Civil sempre acompanhados de advogados.

O MP pediu à juíza Daniella Alvares Prado a transferência do oficial da Unidade Prisional da PM, antigo BEP, para o presídio Bangu 8. O objetivo é impedir que ele continue influenciando os outros nove presos, abrindo a chance para a delação premiada — informações em troca de redução de pena.

Área usada por muitas crianças

Amarildo foi levado para o galpão atrás do contêiner do comando da UPP porque a sede da unidade, na localidade Portão Vermelho, é de grande circulação de moradores, principalmente de crianças, que brincam no Parque Ecológico e nas quadras da área.

De acordo com investigações, Amarildo foi torturado porque os policiais desconfiavam que ele sabia onde ficava o esconderijo de armas e drogas de traficantes. Após a prisão de 10 suspeitos, surgiu a informação de que 11 PMs teriam sido obrigados a ficar ‘trancados’ no contêiner enquanto acontecia a tortura. Eles podem responder por tortura seguida de morte e omissão.
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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Flagrante mostra Rodrigo Azoubel sendo socorrido no Centro pouco depois de ser baleado

O jovem Rodrigo Gonçalves Azoubel, de 18 anos, foi baleado durante a manifestação dos professores que ocorreu na noite desta terça-feira no Centro do Rio. Ele foi atingido nos dois antebraços quando estava na Rua Santa Luzia, esquina com a Avenida Rio Branco. A origem dos disparos ainda é desconhecida.

Azoubel foi encaminhado durante a madrugada para a Clínica São Vicente, na Gávea, onde foi operado e passa bem. Segundo boletim médico, ele permanecerá internado por mais uma semana, onde deverá ser submetido à outra cirurgia para a fixação da fratura. O procedimento foi realizado pela equipe do Dr. Carlos Eduardo Essinger, ortopedista e traumatoligsta.

Policiais da Corregedoria da PM foram rapidamente durante a madrugada até a clínica onde o jovem está internado para recolher os projéteis, mas como as balas atravessaram o corpo do rapaz, nada foi encontrado.

O jovem é filho de Roberto Azoubel da Mota Silveira, doutor em Literatura pela Pontíficia Universidade Católica do Rio (PUC-RJ), e de Flávia Lacerda, diretora da Rede Globo. Em seu perfil no Facebook, Rodrigo aparece em várias fotos usando máscara de gás como disfarce.

Por volta das 11h, o delegado Orlando Zaccone, da 15ª DP (Gávea), chegou à clínica onde a vítima está internada para tomar depoimentos e tentar descobrir a origem dos disparos ocorridos durante o protesto.
Delegado Orlando Zaccone esteve na Clínica São Vicente para ouvir jovem

                                  PM detém mais de 200 manifestantes

Mais de 200 pessoas foram detidas na noite desta terça-feira, após confrontos com a PM no Centro do Rio, no fim da manifestação sem incidentes que reuniu cerca de 10 mil profissionais de Educação, no Dia dos Professores. Eles foram levados para dez delegacias da cidade. Pelo menos 12 pessoas ficaram feridas. Os números são da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). No fim, a polícia desocupou as escadarias e a frente da Câmara dos Vereadores, ocupadas desde julho.

No total, 208 pessoas teriam sido detidas. Pelo menos cinco micro-ônibus da PM foram usados para levar 156 detidos para a 22ª DP (Penha), 32ª DP (Taquara), 25ª DP (Engenho Novo), 29ª DP (Madureira) e 37ª DP (Ilha do Governador). Para esta última, segundo policiais do Batalhão de Choque, foram levados 27 manifestantes, sendo cinco menores. Eles integrariam o grupo que acampava na Cinelândia. A mãe de um deles, que não se identificou - disse nem saber se o filho tinha participado do protesto. Com o grupo, segundo a PM, foram apreendidas luva, máscara de gás, atadura e uma bandeira com o símbolo do Anarquismo.
                        Detidos em manifestação foram levados para a 25ª DP

Na 25ª DP, um cinegrafista da TV Record teria dito algumas palavras que não agradaram os profissionais detidos e os mascarados dos Black Blocs, um tumulto se formou e ele acabou sendo autuado.

Os outros cerca de 50 detidos foram encaminhados para 5ª DP (Mém de Sá), 6ª DP (Cidade Nova), 12ª DP (Copacabana), 17ª DP (São Cristóvão) e 19ª DP (Tijuca). Alguns deles eram menores. Na unidade de Madureira, todas as 29 pessoas foram liberadas. O OAB não soube informar o motivo da pulverização dos detidos em tantas delegacias. A Polícia Ciivl ainda não se manifestou sobre o fato.

De acordo com um oficial do BPChoque, pelo menos 10 PMs teriam ficado feridos nos embates com manifestantes e mascarados nos bairros da Lapa, Centro e Glória. Dois deles seriam motoristas de dois micro-ônibus da corporação destruídos. Um foi agredido a pauladas e outro atingido por uma pedrada. Outras 13 viaturas teriam sido danificadas. A Polícia Militar ainda se pronunciou oficialmente sobre os danos e os incidentes. Durante toda a madrugada desta quarta-feira, advogados da Ordem dos Advogados do Brasil e do Instituto de Defensores de Direitos Humanos (DDH) acompanharam os detidos nas delegacias.
              Manifestantes detidos na 37ª DP (Ilha) após distúrbios no Centro


                            Destruição, desocupação e limpeza no Centro

Um mutirão de limpeza tomou contou de ruas próximas a Cinelândia, no Centro, durante a madrugada. Equipes da Comlurb limpavam calçadas e recolhiam destroços do embate e das depredações de prédios, bancos e estabelecimentos comercias. Caminhões e retroescavadeiras foram usados.

Na Cinelândia, policiais militares detiveram manifestantes acampados desde julho em frente a Câmara dos Vereadores. Após a expulsão, os policiais destruíram o acampamento montado. Às 4h, funcionários da companhia de limpeza usavam jatos d´água e produtos para apagar as pichações da fachada da Casa Legislativa Municipal. A PM e a Guarda Municipal ocupam o local.

Os sinais da depredação, porém, ainda eram visíveis. Pelo menos quatro agências bancárias foram atacadas, além de uma lanchonete e uma loja de aparelhos de radiocomunicação. Um banco foi depredado na Glória.
              Funcionário da Comlurb recolhe vidros destruídos durante protestos


Praça de Guerra no Centro

Policiais do Batalhão de Choque (BPChq) dispersaram, por volta das 22h30 desta terça-feira, manifestantes que entraram em confronto com PMs por volta das 20h quando os policiais tentavam desobstruir a Avenida Rio Branco, uma das vias do Centro que ficou fechada para o protesto pacífico dos professores em favor da Educação, na altura da Cinelândia.

A confusão ocorreu depois da manifestação sem incidentes, que reuniu entre 5 mil e 10 mil profissionais no Dia dos Professores, em passeata da Candelária até o local do confronto. Na ação, os policiais usaram bombas de efeito moral e gás lacrimogênio.

O ato foi oficialmente encerrado às 20h, pelo sindicato da categoria, mas cerca de 500 mascarados continuaram na região. Por volta das 23h30, os policiais do Choque fizeram um cordão de isolamento no entorno, incluindo a Câmara Municipal, e revistaram cerca de 80 pessoas que permaneceram no local. A ação, no entanto, foi marcada por truculência. Vários ativistas que ainda protestavam de forma pacífica tiveram mochilas revistas e foram colocados em ônibus da corporação. Algumas barracas em frente à Casa foram destruídas.
                      PM usou gás de pimenta e bombas contra mascarados

Radicais usaram como escudos chapas de aço que bancos e outros estabelecimentos instalaram para proteger as fachadas. O Batalhão de Choque lançou bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral na Rio Branco. Os ativistas usaram fogos de artifício e recuaram pelas vias que levam ao Aterro do Flamengo e à Lapa — ali a maioria dos bares e restaurantes fechou antes das 21h, o que não é comum.

Grupos mais agressivos voltaram à Cinelândia em ações em pontos separados, mas simultâneas, para continuar enfrentando a polícia. Na confusão, bancos e lojas voltaram a ser depredados. Fogueiras foram acesas no meio das pistas: sacos de lixo e lixeiras foram queimados. Havia vários focos de incêndio. Os bombeiros tiveram que ser acionados. Carros da polícia, entre ônibus e viaturas, foram depredados, e um deles chegou a ser incendiado.

Várias vias do Centro, como a Avenida Presidente Wilson e a Rua Primeiro de Março, ficaram interditadas. As estações de metrô da Cinelândia foram fechadas, por precaução. Vários mascarados foram detidos e levados para delegacias. Orelhões foram incendiados, placas arrancadas, pontos de ônibus destruídos. Pedras foram jogadas em direção aos PMs e nas janelas do Cine Odeon.

À tarde, durante a passeata dos professores, houve um princípio de tumulto quando um homem acusado de ser serviço reservado da PM (P2) foi expulso do ato.
                                       Carro da PM é incendiado

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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Preso na dh Alcimar Alves 44 anos Assasino da universitaria pamela belarmino de 19 anos

                         Alcimar Alves confessou ter matado a universitária


A Divisão de Homicídios apresentou, nesta segunda-feira, Alcimar Alves, de 44 anos, assassino confesso de Pâmela Belarmino. Na delegacia, ele disse não saber o que fez:

Não sei por que fiz isso, eu não sabia o que estava fazendo - disse.

O homem que cursava administração de empresas na Unisuam de Bonsucesso, Zona Norte do Rio, com a jovem, admitiu ter estrangulado a colega após ter sido rejeitado por ela.

Alcimar confessou o crime na manhã de ontem, após quatro horas de depoimento. No sábado, a Justiça já havia decretado sua prisão temporária. Pâmela Belarmino estava desaparecida desde a última sexta-feira. Ela foi encontrada morta no sábado, na Praia da Ribeira, na Ilha do Governador.

                    
Em depoimento à DH, Alcimar disse que, após deixar o campus da universidade, levou Pâmela a um apartamento e assediou a jovem. Após ser rejeitado, estrangulou-a. Depois, o homem pôs o corpo no porta-malas de seu carro e circulou pela cidade por cerca de 3 horas, antes de abandoná-lo na Praia da Ribeira.

A polícia não informou a localização do apartamento onde o crime ocorreu. Segundo agentes, o universitário, que é noivo, afirmou nunca ter se envolvido amorosamente com Pâmela, mas estava interessado nela e pensou ser correspondido. Ao ser rejeitado, ele ficou furioso. Alcimar também se contradisse quando foi procurado por parentes da jovem.

               
O acusado provocou revolta nas redes sociais por compartilhar uma foto da jovem em seu perfil no Facebook, sábado, por volta das 8h, quando o corpo de Pâmela já havia sido encontrado. Na postagem, dezenas de comentários pediam justiça.


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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Traficantes jovens que tentam controlar os morros da Covanca e Bateau Mouche..



Eles nasceram nos arredores do Largo do Tanque. Muitos deles, há poucos anos, passavam seu tempo livre soltando pipa e jogando bola pelas vielas do Morro da Covanca, em Jacarepaguá. O passatempo, hoje, é outro: ostentando fuzis a céu aberto, eles ameaçam moradores, enfrentam a polícia e tentam tomar a favela da milícia que ainda domina o local.

Investigações da 41 DP (Tanque) revelam que a cúpula de uma das maiores facções da cidade investe numa nova geração de traficantes para fazer da Covanca seu novo quartel general, após ter perdido áreas como o Complexo do Alemão para as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

O inquérito já conseguiu identificar 25 bandidos, a maioria com idades entre 16 e 22 anos. Ao todo, seis maiores, que ocupam posições de destaque na hierarquia, já tem prisão preventiva decretada pela Justiça. O responsável por abastecer essa tropa com armas e munição é um velho conhecido da polícia: Luís Claudio Machado, o Marreta, que fugiu pela tubulação do Instituto Penal Vicente Piragibe, em Bangu, no ano passado e, hoje, vive no Complexo do Lins. De lá, ele manda reforços para a “tropa” em caso de ataques da facção adversária, que ocupa o Morro do Dezoito, em Água Santa.

A “caixa baixa” tem, em seu rol de atividades, práticas pouco usuais do tráfico. Alguns integrantes, como William Thiago Arruda, o Baby, e Luiz Félix de Paula, o Dois, praticam roubos de carro em série para abastecer financeiramente o grupo, que ainda não lucra com a venda de drogas. Sem contar a cobrança de taxas para gás e transporte alternativo, atividades tradicionalmente exploradas pela milícia local.

A milícia da Covanca se contraiu e o tráfico cresceu o olho para tomar esse espaço — conta o delegado titular da 41ª DP, Marcus Neves.

A quadrilha já faz suas primeiras vítimas e já sinaliza que quer, pelo medo, tomar as rédeas da comunidade: a Divisão de Homicídios investiga se os motoristas Marcelo Souza Costa e Mário César Lopes da Silva foram queimados, há duas semanas, dentro de seus carros por se recusarem a pagar o pedágio de R$ 30 para o tráfico.
A ‘caixa baixa’ exibe sua força no Facebook
Antoninho, tem apenas 18 anos, mas já carrega armas de gente grande. O perfil do jovem bandido foragido no Facebook — já investigado pela polícia — deixa claro o paradoxo entre a despedida da infância e a entrada para a vida do crime: entre fotos da namorada e de beijos na mãe, o bandido exibe armamento pesado, como um fuzil 762 com alcance de 3 mil metros equipado com uma luneta de 30 cm.
                  
Outra imagem homenageia seus ídolos: Aleksandro e Anderson Rocha da Silva, respectivamente Sam da Caíco e Russão, traficantes expulsos da Covanca pela milícia que foram presos em maio do ano passado tentando retomar o controle da favela. “Patrão Sam e Russo vai voltar, é nós”, diz a legenda.

Além de fãs, Sam deixou herdeiros na favela: segundo investigação da 41ª DP, seus dois filhos, Thiago Silva de Souza, o Shrek, e um menor, de 16 anos, fazem parte da quadrilha. Os laços familiares, aliás, são característica do grupo: o irmão mais velho de Antoninho, Bruno Guimarães, o Malandrinho, também está foragido.

Histórico sangrento

No início de 2012, a polícia começou a perceber que moradores da Covanca estavam sendo expulsos de lá. Os responsáveis pelas ameaças eram traficantes nascidos na favela e expulsos pela milícia. Refugiados no Jacaré, o grupo chefiado por Sam se preparava para retomar o local em 2012, quando uma operação da Core prendeu os líderes do grupo.

Após a prisão de Sam, a área voltou a ser dominada por milicianos até 30 de abril, quando PMs prenderam um homem conhecido como Japão, o líder do grupo. Desde então, a milícia ficou enfraquecida. Atualmente, há um inquérito na 41ª DP para investigar o grupo que permaneceu na favela: segundo agentes, há PMs, agentes penitenciários e bombeiros envolvidos.

As investigações da polícia revelam que criminosos do Bateau Mouche, Jacarezinho e do Complexo do Lins já estiveram na Covanca nos últimos meses para apoiar o grupo local. Há duas semanas, PMs encontraram um acampamento do tráfico no morro. Na sexta-feira, Diego Ribeiro, o Maldade, chefe do tráfico do Bateau Mouche, que já foi visto na Covanca, foi preso por PMs.



Abaixo as fotos dos criminosos




Marreta


Diego Maldade (preso)


Antoninho – achamos seu facebook, asshole


Baby


Dois de Quina


Vitinho













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domingo, 29 de setembro de 2013

Cidade da Polícia é inaugurada no Jacarezinho Beltrame aproveita momento para se retratar com policiais civis sobre últimas declarações

O complexo de instrução e delegacias Cidade da Polícia, foi inaugurado na manhã deste domingo, no Jacarezinho. A data da cerimônia escolhida pela chefe de Polícia Civil, Martha Rocha, foi justamente quando se celebra o Dia do Policial. O governador Sérgio Cabral foi ovacionado pelas centenas de agentes presentes quando anunciou o estudo de um aumento para os cargos de inspetores e agentes, cujos salários são muito abaixo dos delegados. Para esses últimos servidores, Cabral também disse que vai ampliar o teto salarial.

"Vamos recuperar a diferença salarial entre agentes e inspetores para delegados, e estabelecer um teto. Tudo na base da gestão, diferente do que encontramos aqui quando chegamos. Os servidores desse estado esperaram anos por reajustes, concursos e valorização. Mas vamos em frente porque ainda falta muito. O ótimo é inimigo do bom", afirmou Cabral.
          Autoridades participam da inauguração da Cidade da Polícia no Jacarezinho

A inauguração foi acompanhada por dezenas de autoridades e políticos, que viram de perto a estrutura criada com tecnologia de primeiro mundo. O estande de tiros, por exemplo, possui os mesmos equipamentos utilizados pelo FBI.

A Cidade da Polícia vai abrigar 14 delegacias especializadas, reunindo mais de 1.500 agentes por dia em áreas de investigação, treinamento e repouso, conforme a Vip Brasil vem mostrando desde o início do ano. Ao menos cinco unidades já fizeram a mudança completa. As demais delegacias estarão definitivamente no local até novembro.

                                                  Beltrame pede desculpas

O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, aproveitou a ocasião para se retratar com os policiais civis sobre suas últimas declarações. Ele chegou a dizer em entrevista que, para o novo projeto de delegacias em áreas de UPPs, precisaria de agentes 'sem vícios de guerra e corrupção'. Ontem, o discurso foi outro.

"Me dirigi de maneira equivocada e causei indignação. Tenho seis anos de trabalho aqui, às vezes posso me equivocar. Só tenho que registrar a vocês o meu muito obrigado", disse o secretário, que foi aplaudido de pé num movimento puxado pelo governador Sérgio Cabral.
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UPP Lins chega domingo e beneficia Grande Méier

 Domingo, dia 6 de outubro. A data pode ser registrada por milhares de moradores do Complexo do Lins e Grande Méier como o início de uma nova fase onde a paz pode vencer a guerra imposta pelo tráfico. É neste dia que as forças de segurança ocuparão, definitivamente, ao menos sete comunidades da região. O planejamento está praticamente pronto, mas as últimas reuniões que vão finalizar os detalhes da operação serão feitas esta semana.

Desde o início do ano, a Vip vinha antecipando que a área da Zona Norte furaria a fila para ganhar a sua Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) e passaria a frente de outro conjunto de favelas que gera dor de cabeça para as autoridades: o Complexo da Maré. A retomada do território da Maré percorre os planos da Secretaria de Segurança Pública há pelo menos um ano e meio. Foi nessa época em que os setores de Inteligência começaram a mapear o território, identificar os criminosos e rascunhar uma das maiores operações que a polícia terá desde a ocupação do Complexo do Alemão, em novembro de 2010.
Polícia intensificou operações no Morro da Covanca, em Jacarepaguá, devido a informações de que bandidos do Lins estariam se refugiando lá

No entanto, devido ao tamanho e à complexidade para ocupar a Maré — que tem 15 comunidades e uma das maiores e mais perigosas quadrilhas —, o planejamento da ação da polícia foi ficando maior e mais demorado. Outro fator que fez com que a cúpula da Segurança invertesse a ordem das operações é a guerra entre facções rivais no Lins, que deixou nos últimos meses várias vítimas, e os moradores, em pânico.

Há três semanas, homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e de unidades da região se revezam em operações para capturar bandidos do Complexo do Lins. Quinta-feira, militares do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) apreenderam em Cabo Frio, na Região dos Lagos, sete fuzis e prenderam sete criminosos. Um dos acusados, Maycon Luis Barbosa, fugiu do Lins.

Nos planos da Secretaria de Segurança, sete comunidades serão ocupadas nesta primeira fase da ação: Cachoeirinha, Cachoeira Grande, Amor, Gambá, Barro Vermelho, Barro Preto e Árvore Seca. Outras localidades no entorno devem ser ocupadas em outra ocasião. O aparato para a operação contará com caveirões do Bope, do Choque e de batalhões da região; helicópteros comuns e blindado do Grupamento Aéreo Móvel (GAM); cães farejadores, motos e viaturas. A Marinha dará apoio com veículos blindados e fuzileiros navais.

                                   Unidade começa com sede definitiva

Além de passar a frente na fila da ocupação, a UPP Lins chega com uma novidade. Ao contrário das demais, que esperavam de um a dois meses para a inauguração de sua sede, a 35ª unidade do estado terá sua equipe formada imediatamente. O motivo é que a ocupação coincidiu com a formatura de uma nova turma de policiais, que passou a integrar os quadros da Polícia Militar no dia 20.

São 288 formandos, prontos para atuar nas comunidades. No entanto, a cúpula da Segurança Pública ainda não definiu o total de policiais nem o número de bases da nova UPP.

                          Criminosos já começam a fugir da área

Com a possibilidade de ocupação policial cada vez mais concreta nas comunidades da Zona Norte, cerca de 60 bandidos deixaram o Complexo do Lins rumo a um maciço na Covanca, em Jacarepaguá, onde montaram acampamento na mata e tentaram esconder arsenal.

               
Outro fator determinante para a decisão de ocupar o Lins foi a morte do subtenente do Bope Marco Antônio Gripp, na semana passada. O ‘caveira’ foi morto durante uma operação na mata do Morro da Covanca, quando tentava prender no local criminosos do Lins que estavam escondidos.
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