
O ex-presidente da escola de samba Vila Isabel, Wilson Vieira Alves, o Moisés, foi condenado a 23 anos, um mês e 10 dias de prisão pelos crimes de contrabando, formação de quadrilha e bando armado e corrupção ativa. A decisão, de 16 de novembro, é do juiz da 4ª Vara Federal de Niterói, André Lenart. Outros quatro réus também foram condenados às penas que variam de seis a 17 anos de prisão. Desde o início do processo que investigava a ação do grupo com caça-níqueis em Niterói e São Gonçalo, 29 já foram condenados e um, absolvido.Na sentença de mais de duas mil páginas, Moisés é apontado como o chefe do bando. Ele controlava a autorização para o funcionamento das máquinas nas cidades, que recebiam ‘selo’ para confirmar o pagamento da taxa e a permissão de operação. Todas as máquinas caça-níqueis pertenciam a ele e eram exploradas por maquineiros. Para manter o esquema, Moiséis contava com o envolvimento de policiais que faziam sua segurança e também repassavam informações sobre operações policiais. Moisés está preso desde abril do ano passado.
Além de Moisés, foram condenados Sérgio Lúcio Teixeira Tibau, Maycon dos Santos Piaz, Jairo Sodré Bessil e Gislaine Lopes Macedo. Ainda faltam ser julgados oito réus, dos quais cinco ainda estão foragidos da Justiça.
A investigação da Polícia Federal sobre a atuação de Moisés começou em 2008. Preso em abril do ano passado, ele foi levado para o presídio Ary Franco, em Água Santa, mas foi transferido em janeiro para o presídio de segurança máxima Bangu 2. Isso porque tinha mordomias na cadeia, entre elas, a visita de prostituta.
À época, a Secretaria de Administração Penitenciária descobriu ainda que Moisés planejava pagar a agentes penitenciários R$ 100 mil de propina para sair da cadeia e ir assistir aos desfiles das escolas na Sapucaí.
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