O Ministério Público do Rio denunciou 11 integrantes de uma quadrilha acusados de praticarem o golpe do falso sequestro de dentro da Penitenciária Lemos Brito, o Bangu 6, na Zona Oeste do Rio.
Dentro das celas dos criminosos foram encontrados comprovantes de depósitos bancários,celulares e um livro com anotações contábeis dos depósitos feitos pelas vítimas das extorsões. Os crimes foram praticados nos municípios de Niterói, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Alcântara, Itaboraí e no bairro da Barra da Tijuca.
Também foi requerida a prisão preventiva de outros integrantes da quadrilha, que tinham prisão temporária decretada. A maioria dos acusados é de Volta Redonda de Barra Mansa. Os responsáveis por levar os celulares para os presídios foram enquadrados também no artigo 349-A do Código Penal, que prevê punição para quem entra com o aparelho ou facilita a entrada de celular na prisão.
Ainda segundo a denúncia, os presos usavam a cela de Bangu 6 como uma espécie de escritório da quadrilha, de onde faziam as ligações e ameaçavam as vítimas. Nas ligações, sempre diziam às vítimas que tinham sequestrado um parente. De acordo com a promotoria, eles eram responsáveis por controlar todo o esquema do falso sequestro, inclusive a movimentação financeira.
Os outros denunciados integrantes da quadrilha – Iara da Silva, Nislaine Carvalho Reis, Ana Carolina Reis de Faria, Camila de Paiva Rosa, Fabíola Carmo da silva, Quenia Cristina Manoel da Silva e Sebastião da Silva – tinham como principal função levar os aparelhos celulares para a penitenciária e disponibilizar os números das contas bancárias para que as vítimas pudessem fazer os depósitos bancários.
A Promotoria ofereceu duas denúncias após a extorão de dois moradores de Niterói. De acordo com as investigações feitas pela 77ª DP, uma das vítimas recebeu a ligação de um homem que dizia ter sequestrado a sua filha. Para libertá-la, ele exigia o depósito de R$ 4,5 mil, dividido em três contas bancárias. No outro caso, o valor exigido para liberar a possível vítima foi de R$ 6 mil.
Segundo as denúncias, as duas vítimas fizeram os depósitos e também a recarga nos celulares dos criminosos. O golpe foi percebido somente quando elas conseguiram entrar em contato com a pessoa que teria sido sequestrada.
O crime de quadrilha tem pena máxima de três anos de reclusão; o de extorsão, pena de dez anos de reclusão. Com agravante, pode ser acrescida de 1/3 da pena.
A 4ª Promotoria de Investigação Penal enviou a denúncia à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) para que adote as providências necessárias para aprimorar a fiscalização e o controle de visitas, além de investigar a possível conivência de agentes penitenciários. Durante as investigações, ficou evidente que uma das acusadas ingressou na penitenciária com um celular escondido no órgão genital.
Mulheres presas acusadas de fazer parte da quadrilha do falso sequestroFoto: Divulgação
Quadrilha desarticulada em julho
A quadrilha foi desarticulada no último dia 30 de julho por policiais da 77ª DP (Icaraí) na operação “Cárcere Virtual”, que visava cumprir seis mandados de prisão temporária contra integrantes da quadrilha especializada no golpe do falso sequestro.
A ação foi realizada em Volta Redonda, São Paulo e no presídio de Bangu, com o apoio de agentes da 93ª DP (Volta Redonda) e da Superintendência de Inteligência do Sistema Penitenciário, a partir de um inquérito instaurado pela 77ª DP, em maio último, onde foram identificados os envolvidos no esquema criminoso.
De acordo com o titular da 77ª DP, delegado Mário Luiz da Silva, as mulheres presas, que tinham vinculações familiares ou afetivas com os criminosos, eram responsáveis por receber o dinheiro do golpe e repassar aos chefes do bando, presos em Bangu.
No presídio Lemos de Brito, no Complexo Penitenciário de Bangu, os agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça, onde foram apreendidos documentos relativos à movimentação bancária.
Dentro das celas dos criminosos foram encontrados comprovantes de depósitos bancários,celulares e um livro com anotações contábeis dos depósitos feitos pelas vítimas das extorsões. Os crimes foram praticados nos municípios de Niterói, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Alcântara, Itaboraí e no bairro da Barra da Tijuca.
Também foi requerida a prisão preventiva de outros integrantes da quadrilha, que tinham prisão temporária decretada. A maioria dos acusados é de Volta Redonda de Barra Mansa. Os responsáveis por levar os celulares para os presídios foram enquadrados também no artigo 349-A do Código Penal, que prevê punição para quem entra com o aparelho ou facilita a entrada de celular na prisão.
Ainda segundo a denúncia, os presos usavam a cela de Bangu 6 como uma espécie de escritório da quadrilha, de onde faziam as ligações e ameaçavam as vítimas. Nas ligações, sempre diziam às vítimas que tinham sequestrado um parente. De acordo com a promotoria, eles eram responsáveis por controlar todo o esquema do falso sequestro, inclusive a movimentação financeira.
Os outros denunciados integrantes da quadrilha – Iara da Silva, Nislaine Carvalho Reis, Ana Carolina Reis de Faria, Camila de Paiva Rosa, Fabíola Carmo da silva, Quenia Cristina Manoel da Silva e Sebastião da Silva – tinham como principal função levar os aparelhos celulares para a penitenciária e disponibilizar os números das contas bancárias para que as vítimas pudessem fazer os depósitos bancários.
A Promotoria ofereceu duas denúncias após a extorão de dois moradores de Niterói. De acordo com as investigações feitas pela 77ª DP, uma das vítimas recebeu a ligação de um homem que dizia ter sequestrado a sua filha. Para libertá-la, ele exigia o depósito de R$ 4,5 mil, dividido em três contas bancárias. No outro caso, o valor exigido para liberar a possível vítima foi de R$ 6 mil.
Segundo as denúncias, as duas vítimas fizeram os depósitos e também a recarga nos celulares dos criminosos. O golpe foi percebido somente quando elas conseguiram entrar em contato com a pessoa que teria sido sequestrada.
O crime de quadrilha tem pena máxima de três anos de reclusão; o de extorsão, pena de dez anos de reclusão. Com agravante, pode ser acrescida de 1/3 da pena.
A 4ª Promotoria de Investigação Penal enviou a denúncia à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) para que adote as providências necessárias para aprimorar a fiscalização e o controle de visitas, além de investigar a possível conivência de agentes penitenciários. Durante as investigações, ficou evidente que uma das acusadas ingressou na penitenciária com um celular escondido no órgão genital.
Mulheres presas acusadas de fazer parte da quadrilha do falso sequestroFoto: Divulgação
Quadrilha desarticulada em julho
A quadrilha foi desarticulada no último dia 30 de julho por policiais da 77ª DP (Icaraí) na operação “Cárcere Virtual”, que visava cumprir seis mandados de prisão temporária contra integrantes da quadrilha especializada no golpe do falso sequestro.
A ação foi realizada em Volta Redonda, São Paulo e no presídio de Bangu, com o apoio de agentes da 93ª DP (Volta Redonda) e da Superintendência de Inteligência do Sistema Penitenciário, a partir de um inquérito instaurado pela 77ª DP, em maio último, onde foram identificados os envolvidos no esquema criminoso.
De acordo com o titular da 77ª DP, delegado Mário Luiz da Silva, as mulheres presas, que tinham vinculações familiares ou afetivas com os criminosos, eram responsáveis por receber o dinheiro do golpe e repassar aos chefes do bando, presos em Bangu.
No presídio Lemos de Brito, no Complexo Penitenciário de Bangu, os agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça, onde foram apreendidos documentos relativos à movimentação bancária.

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