Manifestante ferido na cebeça durante confronto entre os partidários e antipartidários
O Movimento Passe Livre de São Paulo (MPL), um dos grupos que mobiliza as pessoas para as passeatas pelo país, lamentou nesta sexta-feira os episódios de violência que ocorreram entra os manifestantes. A crítica ocorre após se intensificar a atuação hostil de algumas pessoas contra os partidos políticos. Nesta quinta, a participação do PT em ato terminou com briga e fuga.

"O MPL é um movimento social apartidário, mas não antipartidário. Repudiamos os atos de violência direcionados a essas organizações durante a manifestação de hoje (quinta-feira), da mesma maneira que repudiamos a violência policial. Desde os primeiros protestos, essas organizações tomaram parte na mobilização. Oportunismo é tentar excluí-las da luta que construímos juntos", afirmou o comunicado do MPL.
O movimento informou que foi às ruas comemorar a "vitória popular da revogação" da tarifa do transporte público. Mas que presenciou "episódios isolados e lamentáveis de violência contra a participação de diversos grupos". O MPL reafirmou que as manifestações que organiza "é uma defesa histórica das organizações de esquerda, e é dessa história que o MPL faz parte e é fruto".
PT é hostilizado
Acostumados a comandar as maiores manifestações do País por décadas, os petistas foram impedidos com violência de agitar suas bandeiras vermelhas nesta quinta-feira na avenida Paulista. A participação do partido da presidente Dilma Rousseff no ato em comemoração pela revogação do aumento nas tarifas de transporte terminou em briga e uma saída às pressas, quase uma fuga no meio da multidão. Partidários do PSTU, PC do B, PCR e PSOL também foram hostilizados, mas os petistas foram os principais alvos.
Militantes do PT foram hostilizados durante toda a marcha. Alguns dos manifestantes anti-petistas eram pessoas do povo indignadas com escândalos de corrupção, inflação ou simplesmente com o fato de um partido político tentar capitalizar um protesto popular.
Um pequeno grupo, no entanto, tinha o objetivo claro de provocar, agredir e ameaçar os petistas. Alguns eram carecas, musculosos e extremamente agressivos. Um homem usando máscara e capacete de motociclista chegou a sacar um cassetete. Outro portava um taco de hóquei.

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