terça-feira, 16 de abril de 2013

Mãe e irmã da juíza Patrícia Acioli chegam ao julgamento do PM

                               

Começou por volta das 9h desta terça-feira (16), o julgamento de Carlos Adílio Maciel Santos, um dos policiais acusados da morte da juíza Patrícia Acioli, no 3º Tribunal do Júri de Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Ele é o quinto policial a ser julgado neste caso.O julgamento é presidido pelo juiz Peterson Barroso Simão.

Familiares da juíza, morta com 21 tiros em agosto de 2011, como o ex-marido Wilson Chagas, a mãe Marli Acioli, a irmã Simone Acioli e o primo Humberto Nascimento, estão presentes no julgamento.

      Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia

Antes do juiz dar início à sessão, Simone disse que espera que Carlos Adílio também seja condenado. “A gente sabe que todos eles (os 11 acusados) sabiam do complô do assassinato da minha irmã, então a gente tem esperança que a Justiça seja feita. Aguardamos o julgamento do coronel (Claudio Oliveira) e do Benitez (tenente-coronel Daniel Benitez) também”.

O advogado de Carlos Adílio Maciel Santos, Robson Barcellos, disse que irá utilizar em sua defesa, o fato de que o réu estava preso desde junho de 2011, dois meses antes do assassinato de Patrícia Acioli. “O que podemos dizer é que é uma pessoa humilde (Carlos Adílio), que não tem nenhum tipo de patrimônio incompatível com o salário que ele recebe na Polícia Militar”.


                                      

Sobre uma escuta telefônica que teria flagrado uma conversa do réu a respeito assassinato da juíza e da munição utilizada na morte da juíza, o advogado disse que a gravação seria de um outro processo e que a conversa teria sido editada. “A defesa está sem poder a função do contraditório, tendo em vista que não existe laudo, não existe perícia. Mas com certeza, o áudio está editado”, disse Carlos Adílio.

O promotor Leandro Navega disse que a denúncia fala em auxílio material. "Ele auxiliou com propina para comprar os produtos e as mercadorias que foram usadas no crime. Isso o Ministério Público tem provas. Nós já temos um réu condenado por esse crime (Júnior César Medeiros). Se ele for condenado, deve pegar uma pena entre 20 e 30 anos”, disse o promotor.

Navega acrescentou ainda que o MP já provou no último júri sobre o caso, que o encontro para determinar a morte de Patricia Acioli ocorreu antes da prisão do réu.

Seis mulheres e um homem compõem o corpo de jurados.

Homicídio triplamente qualificado
O policial responde por homicídio triplamente qualificado e formação de quadrilha. Além do réu, também serão ouvidas oito testemunhas. A juíza foi morta com 21 tiros, numa emboscada, quando chegava em casa em Piratininga, em Niterói, em agosto de 2011.

Carlos Adílio estava preso quando ocorreu o crime. Ele responde na Auditoria de Justiça Militar pelo desvio das munições do 7º BPM (São Gonçalo).

Quatro PMs, Jefferson de Araújo Miranda, Jovanis Falcão, Júnior Cesar Medeiros eSergio Costa Júnior, já foram julgados e condenados por homicídio triplamente qualificado — motivo torpe, mediante emboscada e para ocultar crimes anteriores — e formação de quadrilha.

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