segunda-feira, 15 de abril de 2013

Exame mostra que projétil encontrado era de PM do GAP, durante um tiroteio em Niterói

 Pelo menos uma das três crianças baleadas durante tiroteio entre policiais do Grupo de Apoio aos Promotores (GAP) do Ministério Público e traficantes do Morro do Estado, Niterói, no final do ano passado, foi atingida pelo disparo de um PM. O resultado do laudo de exame de balística, entregue à 76ª DP (Centro) na primeira semana de abril, comprova que o único projétil encontrado no corpo de um dos feridos partiu da arma de um agente que participou do confronto. As crianças foram socorridas e, medicadas, sobreviveram.
                                   
               Na operação no Morro do Estado, polícia foi recebida a tiros por traficantes |

Na noite de 18 de dezembro, três agentes do GAP, que investigavam o tráfico de drogas na comunidade do Centro de Niterói, teriam ido gravar imagens próximo ao morro, quando foram surpreendidos por um grupo de criminosos armados. Diante do ataque dos marginais, que ocorreu na Rua Padre Anchieta, no pé da favela, os PMs, lotados no GAP, reagiram. Mesmo com grande movimento de pessoas no local, o confronto foi intenso.

Três crianças, uma de 10 anos e dois irmãos, de 11 e oito, jogavam bola na hora do tiroteio. Todos foram atingidos na altura da perna, sendo um no pé, um na panturrilha e outro no tornozelo, e foram socorridos . Dois foram levados para o Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), onde foram submetidos a cirurgias, e outro, para o Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap).

Uma das balas ficou alojada no corpo de uma das crianças, o que possibilitou a confirmação da origem do disparo. Mais de dez veículos que estavam estacionados na via foram alvejados por balas perdidas. Um Palio, que estava estacionado na Padre Anchieta, por exemplo, ficou com 20 marcas de tiro.
Em menor número e encurralados, os os agentes do GAP, que estavam em um Gol prata, recuaram e seguiram com o veículo, que também foi alvejado, pela contramão da via. Durante a fuga, eles ainda acabaram colidindo com outro veículo.

Logo após o fato, os policiais do GAP, que não solicitaram apoio do 12º BPM (Niterói) ou de delegacias da região, prestaram depoimento na 76ª DP. Na ocasião, o delegado decidiu apreender o carro, no qual os PMs chegaram ao morro, e as armas utilizadas no tiroteio.
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