sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Ninguém foi preso durante a operação Polícia Inter Estadual (DC-Polinter) para encontrar os oito acusados de invadir o Hotel Intercontinental,

Ninguém foi preso durante a operação Polícia Inter Estadual (DC-Polinter) para encontrar os oito acusados de invadir o Hotel Intercontinental, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, em agosto de 2010. Cerca de 20 agentes participaram da ação, que contou também com o apoio da 15ª DP (Gávea).

A Justiça do Rio condenou, na última segunda-feira, os nove acusados pela invasão do hotel. Alan Francisco da Silva, Vinícius Gomes da Silva, Washington de Jesus Andrade Paz, Rogério Avelino da Silva, Davi Gomes de Oliveira, Jackson Nascimento Gomes da Silva e Técio Martins da Silva foram condenados a 14 anos de reclusão e um ano de detenção.




Já Victor Gomes Elói foi condenado à 18 anos e três meses de reclusão e um ano e seis meses de detenção e Ítalo de Jesus Campos à 16 anos, a 4 meses e 15 dias de reclusão e um ano e três meses de detenção, todos em regime fechado. Todos os envolvidos responderam pelos crimes de cárcere privado, sequestro, associação para o tráfico, porte de arma e resistência à prisão.

Os bandidos foram presos após interceptação policial a um grupo de traficantes da Rocinha. Eles vinham de uma festa no Morro do Vidigal e, na fuga, invadiram o hotel e fizeram 35 reféns. Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, será julgado também por estes crimes, em um outro processo, segundo a Justiça.

Oito dos presos estão em liberdade graças a um habeas corpus concedido em março de 2012 pela juíza Angélica dos Santos Costa, da 25ª Vara Criminal da capital. Eles foram julgados pelos crimes de cárcere privado, sequestro, associação para o tráfico, porte de arma e resistência à prisão.

Segundo o delegado da DC-Polinter, Rafael Wilis, a polícia teve dificuldades para achar o sendereços fornecidos pelos procurados quando estavam presos.

"É complicado procurar pessoas que foram presas e depois soltas, pois os endereços são quase inexistentes ou incompletos na Rocinha. Vamos reunir elementos para fazer um serviço de interligência e continuar procurando os acusados por prazo indeterminado", disse o delegado.

A polícia foi a dez endereços fornecidos pelos criminosos, mas apenas um deles estava certo. Neste, que seria a casa do bandido conhecido como Técio Martins da Silva, os agentes encontraram uma irmã, um sobrinho e um conhecido do criminoso. Os trêsForam levados para prestar esclarecimentos na delegacia. Na casa, foi encontrado um sacolé de maconha.
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