Uma análise preliminar constatou que a milícia “Liga da Justiça” movimenta mensalmente mais de R$ 200 mil a partir dos escritórios de agiotagem e centrais de “gatonet” estabelecidos na Zona Oeste do Rio. A quadrilha, de acordo com as investigações, cobra juros de até 70% sobre valores que emprestam a pessoas necessitadas, bem como oferecem canais de TV à cabo por valores que variam de R$ 30 a R$ 100.
Na cobrança dos juros impostos e das mensalidades relativas à “gatonet”, os milicianos se utilizam de ameaças, constrangimentos ilegais, lesões corporais, extorsões, torturas e homicídios. A Justiça expediu mandados de busca e apreensão dirigidos a esses escritórios de agiotagem e centrais de “gatonet”. Todos os mandados se referem a escritórios explorados pela “Liga da Justiça”.
A operação é realizada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (DRACO/IE), do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, da Subsecretaria de Inteligência (SSINTE) da Secretaria de Estado de Segurança, do Setor de Inteligência da Polícia Militar e Corregedoria da Polícia Militar com o apoio do Batalhão de Choque.

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