Morto por um atirador de elite posicionado num helicóptero da Polícia Civil, o bandido mais procurado do Rio até a noite de sexta-feira foi enterrado ontem no Cemitério Jardim da Saudade, em Paciência. Mais de 200 pessoas deram o último adeus a Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, a maioria delas moradora das comunidades da Coreia, Vila Aliança, Fumacê, Rebu e Taquaral, onde o bandido comandava o tráfico de drogas. Entre as coroas de flores enviadas à família dele, algumas estavam com nomes de comparsas, como Facão e Coronel, e outra com uma mensagem ameaçadora:
“O certo prevalece. Quem traiu vai pagar’, dizia. Em tempo: a polícia estaria monitorando o traficante através de GPS instalado por informante (popularmente conhecido como X-9) noveículo do bandido.

Matemático é enterrado em Paciência
Sobre o caixão do chefe da facção Terceiro Comando Puro (TCP), uma bandeira do Vasco, time de coração do bandido. Durante o funeral, além de palmas, os presentes gritaram um outro apelido de Matemático: Bolagol.
Doze policiais militares estiveram no cemitério, a fim de evitar qualquer desordem. Dois ônibus, 12 vans, além de um carro de som, fizeram parte de comboio que saiu repleto de pessoas em direção ao Jardim da Saudade. Da família de Matemático, estavam presentes, segundo pessoas próximas da família, dois irmãos, a mulher dele e quatro filhos. Um cinegrafista da Rede Bandeirantes foi agredido ao tentar se aproximar do caixão com socos e chutes.
A PM afirmou que reforçou o policiamento nas comunidades de Senador Camará para evitar possíveis invasões. Porém, ontem, Vip percorreu a Estrada do Taquaral e só encontrou uma viatura, em frente à Favela do Sapo. Segundo o comandante do 14º BPM (Bangu), tenente-coronel Alexandre Fontenelle, o patrulhamento não está parado em pontos específicos. “Não posso revelar a localizações dos meus homens, mas a área é muito extensa e o patrulhamento é dinâmico. Todo o entorno está com reforço policial”,garantiu
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