quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Corpo de jovem morta em festa de Carnaval é sepultado em Nova Iguaçu


Polícia faz buscas a acusado de matar jovem após ter assédio recusado na Baixada Fluminense


Cerca de 150 pessoas compareceram à despedida de Ana Elizabeth de Oliveira, de 21 anos, morta após reagir a um assédio, na madrugada desta quarta-feira, em uma festa de Carnaval no bairro Miguel Couto, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Durante o sepultamento na tarde desta quinta, no Cemitério de Nova Iguaçu, os amigos homenagearam a jovem cantando sua música predileta "Curto-circuito", do pagodeiro Mumuzinho.

Pedido de justiça

"Quero justiça. Ele foi um monstro e isso não pode ficar assim". As palavras são de Ana Maria de Oliveira, mãe da jovem Ana Elizabeth. Ao ser tocada pelo assassino, Ana Elizabeth teria revidado com um tapa na cara e empurrão. A polícia divulgou o retrato-falado do criminoso e conta com ajuda da população para capturá-lo. O telefone do Disque-Denúncia é 2253-1177.
                                             
                                                Imagem foi divulgada pela polícia

Segundo depoimentos de familiares e amigos da vítima, o assassino não era conhecido de Ana Elizabeth. Durante uma festa, ele teria se aproximado da jovem e ‘passado a mão’ nela.

“Eles discutiram por conta da reação de Ana, que reagiu ao abuso. Depois, enfurecido, ele resolveu atirar”, detalha o delegado responsável pelo caso, Marcos Henrique de Oliveira, da 58ª DP (Posse).

Ana Elizabeth sempre passou o Carnaval em Nova Iguaçu e era conhecida no bairro onde mora, na Grama, como uma menina alegre e sem desafetos. “Todo mundo gostava dela. Estamos revoltados porque ela não merecia morrer. A Ana nunca fez mal a ninguém”, conta a tia Luzia Rita da Cunha, de 45 anos.

No dia do assassinato, a jovem disse aos amigos que queria aproveitar muito o último dia de Carnaval. “Ela não queria ir embora da festa. Um amigo comprou três cervejas, e eu falei para tomarmos no caminho de volta para casa. Ela preferiu ficar lá, e eu fui embora”, relata a prima da vítima, Adriana Rodrigues, 19.
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