Os quatro militares do Exército envolvidos na ocorrência que resultou na morte de Abraão da Silva Maximiano, 15 anos, participaram na tarde de quarta-feira de uma reconstituição do crime. Abraão foi morto por tiro de fuzil na segunda-feira, durante troca de tiros entre militares e criminosos da Favela Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha. Durante a reprodução simulada, os militares indicaram aos oficiais que investigam o caso quais eram suas posições, onde estava a vítima e em que local o jovem foi atingido.
Um major do Exército, identificado apenas como Benotti, veio de Brasília para acompanhar as investigações. Ontem, o major acompanhou o depoimento de um primo de Abraão na 22ª DP (Penha). O jovem, que conta ter visto o primo ser baleado, contou que, depois dos disparos, foi ameaçado pelos militares, que teriam apontado um fuzil para sua cabeça. "Eles me disseram que, como eu sou da mesma família, eles me matariam para que eu não pudesse denunciar a ação. Assim, uma só família sofreria pelas duas mortes", disse.
O rapaz foi à delegacia ao lado da mãe e de mais duas mulheres, também parentes de Abraão, que acompanharam o depoimento. "Minha família veio me dar apoio. Não vamos ceder às ameaças e não vamos deixar a comunidade. Tem sido um sofrimento, mas vamos superar esse triste episódio", lamentou.
A Polícia Civil acompanhou a reconstituição do Exército, mas vai realizar nova reprodução do crime quarta-feira. "Só saberemos o que aconteceu nessa data. Acredito que a reconstituição dure mais de quatro horas e que nos revele dados mais consistentes do fato", disse o titular da 22ª DP, delegado José Pedro Costa da Silva.
O rapaz foi à delegacia ao lado da mãe e de mais duas mulheres, também parentes de Abraão, que acompanharam o depoimento. "Minha família veio me dar apoio. Não vamos ceder às ameaças e não vamos deixar a comunidade. Tem sido um sofrimento, mas vamos superar esse triste episódio", lamentou.
A Polícia Civil acompanhou a reconstituição do Exército, mas vai realizar nova reprodução do crime quarta-feira. "Só saberemos o que aconteceu nessa data. Acredito que a reconstituição dure mais de quatro horas e que nos revele dados mais consistentes do fato", disse o titular da 22ª DP, delegado José Pedro Costa da Silva.

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