quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Mulher mata o genro em morro pacificado

                Paulo Alvadia
Crime ocorreu no Morro do Fallet, na área da UPP Coroa, onde 30 PMs foram afastados
Antes visto como um sonho para a segurança pública no Rio, o projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) sofreu mais um revés, ontem: mais um homicídio aconteceu numa favela já pacificada. O pedreiro
Ismael da Cruz Machado, 34 anos, foi esfaqueado no Morro do Fallet, no Rio Comprido, Zona Norte do Rio - a favela integra a área de influência da UPP da Coroa, onde recentemente foi descoberto esquema de pagamento de propinas a PMs.
Os policiais da UPP foram acionados por moradores do Fallet, ontem de manhã, e encontraram o corpo do pedreiro num terreno baldio, próximo à casa em que ele morava.
Bombeiros retiraram o corpo e, no final da tarde, a sogra da vítima confessou o crime. Ela foi autuada pelo crime na Divisão de Homicídios. O assassinato de Israel foi o décimo registrado em favelas que contam com UPPs nos últimos três meses.
Ontem, dois dias após vir à tona o ‘Mensalão da UPP', que culminou com intervenção na UPP da Coroa, homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) apreenderam maconha, cocaína e cheirinho da loló, além de munições de fuzil e pistola, carregadores e três granadas no Fallet.

Mudanças na escala

Novo comandante da UPP, o capitão Sérgio Luiz Stoll refez o esquema de policiamento, ocupando áreas consideradas estratégicas e implantando nova escala de serviço, em que os PMs não vão mais cumprir plantões de 24 horas. A medida tem por objetivo evitar que os policiais passem o dia inteiro no morro. A partir de agora, eles vão trabalhar durante 12 horas e folgarão nas 48 horas seguintes.

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