Odesaparecimento da modelo Luana Rodrigues de Sousa, de 20 anos, e da amiga Andressa, que começou a ser investigado pela Divisão de Homicídios (DH) na quinta-feira, após denúncia de O DIA, pode ser a ponta de um trágico enredo envolvendo a Favela da Rocinha e seus moradores que vivem oprimidos pelas regras da quadrilha que domina as bocas de fumo da região. Desde ontem, informações passadas por moradores dão conta de que uma terceira pessoa também pode ter sido vítima do tribunal do tráfico local. Ele seria um rapaz, identificado como Thiago, namorado de Andressa.Em depoimento, uma amiga de Luana disse que, antes de subir a Rocinha, ela ainda brincou, dizendo que o máximo que iria acontecer era ‘voltar careca’, um castigo comum às mulheres da favela repreendidas pelo tráfico.Os relatos de moradores, no caso do rapaz que também teria sido levado para o ‘julgamento’, são contraditórios. Há quem garanta que ele foi torturado, morto e esquartejado com elas. Já informações passadas ao Disque-Denúncia (2253-1177) afirmam que ele foi espancado e expulso da favela.
Desconfiança surgiu após operação policial
O que os investigadores já sabem é que Luana havia despertado desconfiança na quadrilha depois que a Polinter encontrou, no mês passado, 2,5 toneladas de maconha escondidas dentro de uma casa na localidade Cachopa.
O imóvel, segundo informações passadas por amigos, foi a casa da jovem enquanto ela morou com um namorado, que é traficante e sócio de um dos principais fornecedores de maconha da Rocinha, Edson Marciano, o Fofão.
No fim do ano passado, eles teriam brigado e a modelo teria conhecido um policial numa boate na Barra da Tijuca. O romance teria desencadeado na informação da Polinter.
Atrás dos últimos passos de modelo
Na tarde de ontem, equipe da DH esteve mais uma vez na comunidade Vila Canoas, em São Conrado, onde a família da modelo mora. O objetivo da polícia é tentar rastrear os últimos passos de Luana até subir a Rocinha, no início da noite do dia 9.
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