O impasse envolvendo o coronel Djalma Beltrami, ex-comandante do 7º BPM (São Gonçalo), denunciado pelo Ministério Público por suposto recebimento de propina do tráfico, já causa um grande desgaste entre as polícias Civil e Militar. Preso duas vezes por agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, Beltrami foi posto em liberdade porque a Justiça entende que não há indícios suficientes para mantê-lo atrás das grades.Nesta segunda-feira, Beltrami voltou a cobrar provas contra ele e disse desconfiar de falsas informações sobre sua pessoa.“Por terem interesses contrariados, muitos transformam o Disque-Denúncia em ‘disque-vingança’, com mentiras e calúnias”, argumentou. “Se esse delegado (Alan Luxardo, titular da DH que conduziu as investigações) tem alguma coisa específica contra mim, eu nunca dei motivo para isso”, completou o coronel, que continua afastado do comando do 7º BPM e cumpre funções administrativas.
Em defesa de Beltrami, o presidente da Associação dos Oficiais Militares Estaduais do Rio (AME/RJ), coronel Fernando Belo, reforçou as críticas contra Luxardo.
“Ele (Luxardo) deveria vir a público e dizer que errou, ou então apresentar à sociedade as provas que diz ter. Do contrário, está praticando crime. Entendemos ainda que está mais do que na hora de o secretário de Segurança (José Mariano Beltrame) e a chefe de Polícia Civil (delegada Martha Rocha) intervirem para que esse desgaste não perdure e se transforme numa crise sem precedentes”, afirmou Belo.


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